19:54 - Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
Seção de Legislação do Município de Alpestre / RS

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Normas relacionadas com este Diploma:

Leis Municipais
LEI MUNICIPAL Nº 031, DE 30/08/1977
ALTERA O ART. 80 DA LEI ORGÂNICA MUNICIPAL VIGENTE. (Revogada tacitamente pela Nova Lei Orgânica Municipal , de 02.04.1990)
LEI MUNICIPAL Nº 227, DE 17/10/1984
ALTERA A REDAÇÃO DO ARTIGO Nº 39 DA LEI ORGÂNICA MUNICIPAL VIGENTE E DE SEU PARÁGRAFO 2º. (Revogada tacitamente pela Nova Lei Orgânica Municipal , de 02.04.1990)
LEI MUNICIPAL Nº 235, DE 17/12/1984
ALTERA A REDAÇÃO DO ARTIGO 17 DA LEI ORGÂNICA MUNICIPAL VIGENTE EM SEU INCISO VIII. (Revogada tacitamente pela Nova Lei Orgânica Municipal , de 02.04.1990)
LEI MUNICIPAL Nº 1.005, DE 02/07/1999
AUTORIZA A ALIENAÇÃO DE BENS MÓVEIS DO MUNICÍPIO.
LEI MUNICIPAL Nº 2.142, DE 08/09/2016
DISPÕE SOBRE A PRORROGAÇÃO DOS PRAZOS PREVISTOS NA LEI ORGÂNICA PARA O ENCAMINHAMENTO E DEVOLUÇÃO DOS PROJETOS DAS LEIS ORÇAMENTÁRIAS EM 2016 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.


LEI ORGÂNICA MUNICIPAL, DE 02/04/1990

Promulgada em 02 de abril de 1990.
Os Vereadores da Câmara Municipal de Alpestre, reunidos em Assembléia, no uso das atribuições conferidas pela Constituição Federal, afirmando a autonomia política e administrativa de que é investido o Município, parte integrante da Federação Brasileira, invocando a proteção de Deus, promulgam o seguinte:

LEI ORGÂNICA MUNICIPAL:

TÍTULO I - DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O município de Alpestre, pessoa jurídica de direito público interno, unidade territorial do Estado do Rio Grande do Sul, República Federativa do Brasil, é dotado de autonomia política, administrativa, financeira e legislativa, nos termos assegurados pela Constituição do Estado e por esta Lei Orgânica Municipal.

Art. 2º É mantido o atual território do Município e permitida a divisão em distritos e sub-distritos, criados, organizados e extintos por Lei Municipal, observada a legislação estadual.

Art. 3º São símbolos do município o Brasão, a Bandeira e o Hino, representativos de sua cultura e história e outros a serem instituídos por lei.

Art. 4º A cidade de Alpestre é a sede do município.

Art. 5º Ao município é vedado:
   I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, impedir-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da Lei, a colaboração de interesse público;
   II - recusar fé aos documentos públicos;
   III - criar disposições entre brasileiros;
   IV - contrair empréstimos externos sem prévia autorização do Senado Federal;
   V - instituir ou aumentar tributos sem que lei anterior o estabeleça e a vigir no exercício seguinte.

Art. 6º São bens do Município os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos.

CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA MUNICIPAL

Art. 7º Compete ao Município:
   I - organizar-se administrativamente, observada legislação federal e estadual;
   II - legislar sobre assuntos de interesse local;
   III - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
   IV - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar as suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
   V - administrar seus bens, adquiri-los e aliená-los, aceitar doações, legados e heranças e dispor de sua aplicação
   VI - desapropriar, por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos casos previstos em lei.
   VII - instituir a guarda municipal, destinada à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei;
   VIII - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, entre outros, os seguintes serviços:
      a) transporte coletivo intramunicipal urbano;
      b) mercados, feiras e matadouros locais;
      c) cemitério e serviços funerários;
      d) iluminação pública;
      e) limpeza pública, coleta domiciliar e destinação final do lixo.
   IX - legislar sobre serviços públicos de instalação e de distribuição de água, gás, energia elétrica, esgoto e demais serviços de caráter de uso público;
   X - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e ensino fundamental;
   XI - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;
   XII - promover a proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico e paisagístico local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual;
   XIII - promover a cultura e a recreação;
   XIV - fomentar a produção agropecuária e demais atividades econômicas;
   XV - prestar serviços de assistência social;
   XVI - realizar atividades de defesa civil, inclusive a de combate a incêndios e prevenção de acidentes naturais em coordenação com a União e o Estado;
   XVII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
   XVIII - organizar os quadros e estabelecer o regime jurídico de seus servidores;
   XIX - normatizar a preservação e controle do meio ambiente;
   XX - disciplinar os serviços de carga e descarga e a fixação de tonelagem máxima permitida;
   XXI - estabelecer servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços;
   XXII - regulamentar a utilização das praças e logradouros públicos;
   XXIII - sinalizar as vias públicas municipais e as zonas de silêncio;
   XXIV - regulamentar e fiscalizar a instalação e funcionamento dos elevadores;
   XXV - fixar os feriados municipais, bem como o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços;
   XXVI - interditar edificações em ruínas ou em condições de insalubridade e de fazer demolir construções que ameacem a segurança coletiva e a paisagem urbana;
   XXVII - legislar sobre a apreensão, depósito e venda de bens móveis, quando transgredirem normas municipais;
   XXVIII - implantar política de transporte escolar;
   XXIX - elaborar e executar o Plano Diretor;
   XXX - executar, entre outras, obras de:
      a) abertura, pavimentação e conservação de vias;
      b) drenagem pluvial;
      c) construção e conservação de estradas, parques, jardins e hortos florestais;
      d) construção e conservação de estradas vicinais;
   XXXI - estabelecer tarifas dos serviços públicos, inclusive de táxi;
   XXXII - conceder, entre outros, licenças para:
      a) localização, instalação e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços;
      b) a fixação de cartazes, letreiros, anúncios, faixas, emblemas e utilização de alto-falantes, para fins de publicidade e propaganda;
      c) exercício de comércio eventual e ambulante;
      d) realização de jogos, espetáculos e divertimentos públicos, observadas as prescrições legais;
      e) prestação de serviço de táxi.
   XXXIII - suspender ou cassar as licenças previstas no item anterior, quando incorrerem em transgressões;
   XXXIV - disciplinar a localização dos pontos de táxi e paradas de ônibus;
   XXXV - celebrar convênios com o Estado e a União, de matéria de interesse comum.

Art. 8º Compete ao Município, no que couber, concorrentemente com a União ou com o Estado, nos limites da lei:
   I - realizar programas de alfabetização, de acesso à cultura, à educação e à ciência;
   II - proteger o meio ambiente, combater a poluição em qualquer de suas formas, preservar as florestas, a fauna e a flora;
   III - fiscalizar a conservação, o comércio e o transporte de gêneros alimentícios destinados ao abastecimento ao público;
   IV - desenvolver programas de construção de moradia e a melhoria das condições habitacionais e do saneamento básico;
   V - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
   VI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais do território do Município;
   VII - estabelecer e implantar uma política de educação para a segurança do trânsito;
   VIII - abrir e conservar estradas e executar os serviços públicos;
   IX - promover a defesa vegetal e animal, a extinção de insetos e animais daninhos;
   X - amparar a maternidade, a infância e os desvalidos;
   XI - estimular a educação e a prática desportiva;
   XII - proteger a juventude contra toda a exploração, bem como contra os fatores que possam conduzi-la ao abandono material, moral e intelectual;
   XIII - incentivar o comércio, a indústria, a agricultura, o turismo e outros serviços, visando o desenvolvimento econômico;
   XIV - disciplinar o cultivo e corte de árvores, visando a saúde, a segurança das pessoas e a harmonia paisagística;
   XV - regulamentar e exercer outras atribuições não vedadas pela Constituição Federal e Estadual.

TÍTULO II - DO GOVERNO MUNICIPAL
CAPÍTULO I - DOS PODERES MUNICIPAIS

Art. 9º O Governo do Município é constituído pelos Poderes Legislativo e Executivo, independentes e harmônicos entre si.
   § 1º É vedada aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições, salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica.
   § 2º O cidadão investido na função de um deles não pode exercer outro.

CAPÍTULO II - DO PODER LEGISLATIVO
DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 10. O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal.

Art. 11. É fixado o número mínimo de nove vereadores para a composição da Câmara Municipal, observados os limites estabelecidos na Constituição Federal;
   I - o número de vereadores poderá ser aumentado, conforme dispuser a lei;
   II - o número de habitantes a ser utilizado como base de cálculo do número de vereadores será aquele fornecido, mediante certidão, pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE;
   III - o número de vereadores será fixado, mediante decreto legislativo até 30 (trinta) dias antes da data prevista para as eleições;
   IV - a Mesa da Câmara enviará ao Tribunal Regional Eleitoral, logo após sua Edição, cópia do decreto Legislativo de que trata o inciso anterior.

Art. 12. Salvo disposições em contrário desta Lei Orgânica, as deliberações da Câmara Municipal e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros.

Art. 13. Na votação do Orçamento, de empréstimos, auxílio a empresas, concessão de privilégios e de matéria que trate de interesse particular, leis complementares, além de outros referidos por esta Lei Orgânica, as deliberações serão tomadas pelo voto da maioria absoluta dos vereadores.

Seção II - Da Posse

Art. 14. No primeiro ano de cada legislatura, cuja duração coincide com a do mandato dos Vereadores, a Câmara reúne-se no dia 1º de janeiro para dar posse aos Vereadores, ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, bem como eleger sua Mesa, a Comissão Representativa e as Comissões permanentes, entrando, após, em recesso.
   § 1º Sob a presidência do vereador mais idoso os demais vereadores prestarão compromisso e tomarão posse, cabendo ao Presidente pronunciar o seguinte termo:
"PROMETO CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, A CONSTITUIÇÃO ESTADUAL E A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL, OBSERVAR AS LEIS, DESEMPENHAR O MANDATO QUE ME FOI CONFIADO E TRABALHAR PELO PROGRESSO DO MUNICÍPIO E BEM-ESTAR DE SEU POVO".
   § 2º Prestado o compromisso, o Secretário que for designado para esse fim, fará a chamada nominal de cada Vereador, que declarará: "ASSIM O PROMETO".
   § 3º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no prazo de quinze dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara Municipal.
   § 4º No ato da posse, os Vereadores deverão desincompatibilizar-se e fazer a declaração de seus bens, repetida quando do término do mandato, que ficarão arquivadas na Câmara.

Seção III - Das Atribuições da Câmara Municipal

Art. 15. Compete à Câmara Municipal, com sanção do Prefeito, legislar sobre:
   I - matérias cuja competência é atribuída ao Município pelas constituições da União, do Estado e por esta Lei Orgânica;
   II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais, as metas prioritárias e plano de auxílios e subvenções;
   III - tributos de competência do município;
   IV - criação e extinção de cargos e funções do Município, bem como fixar e alterar vencimentos e outras vantagens pecuniárias, ressalvados os casos previstos no artigo seguinte;
   V - leis que disponham sobre aquisição de bens imóveis e alienação de bens móveis e imóveis;
   VI - concessão e permissão de uso de próprios municipais;
   VII - concessão de serviços públicos municipais;
   VIII - divisão territorial do Município, respeitada a legislação federal e estadual;
   IX - criação, alteração, reforma ou extinção de órgãos públicos do Município;
   X - empréstimos e operações de crédito, bem como a forma e os meios de seu pagamento;
   XI - transferência temporária da sede do Município, quando interesse público o exigir;
   XII - convênios e consórcios com a União, o Estado, ou outros municípios e cidades;
   XIII - cancelamento de dívida ativa, a suspensão de sua cobrança e a dispensa de ônus e juros;
   XIV - concessão de auxílios e subvenções;
   XV - Plano Diretor;
   XVI - alteração de denominação de próprios, vias e logradouros públicos;
   XVII - guarda municipal destinada a proteger bens, serviços e instalações do Município;
   XVIII - ordenamento, parcelamento, uso e ocupação do solo urbano.

Art. 16. São da competência privativa da Câmara Municipal, dentre outras, as seguintes atribuições:
   I - eleger sua Mesa Diretora, bem como destiná-la na forma desta Lei Orgânica e do Regimento Interno;
   II - elaborar o seu Regimento Interno;
   III - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção de cargos, empregos e funções de seus serviços e fixar a respectiva remuneração;
   IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer da renúncia e afastá-los definitivamente do cargo, nos termos previstos em lei;
   V - conceder licença ao Prefeito, Vice-Prefeito e aos demais Vereadores para afastamento do cargo;
   VI - autorizar o Prefeito ausentar-se do Município, quando a ausência exceder a dez dias e de cinco dias quando fora do Estado;
   VII - mudar temporariamente a sua sede;
   VIII - conceder título honorífico a pessoas que tenham, reconhecidamente, prestado serviços ao Município, mediante decreto legislativo, aprovado pela maioria absoluta de dois terços dos seus membros;
   IX - fixar, antes das eleições, para vigorar na Legislatura seguinte, a remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores;
   X - exercer a fiscalização da administração financeira orçamentária do Município, com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado e julgar as contas do Município;
   XI - sustar atos do Poder Executivo que exorbitem de sua competência, ou se mostrem contrários aos interesses públicos, mediante dois terços de seus membros;
   XII - convocar, por intermédio do prefeito, qualquer Secretário, titular de autarquia ou de instituição de que participe majoritariamente o Município para prestar informações;
   XIII - autorizar convênios, consórcios e contratos de interesse do Município;
   XIV - prorrogar suas sessões;
   XV - representar, pela maioria absoluta de seus membros, para efeitos de intervenção no Município;
   XVI - solicitar, por escrito, informações do Prefeito sobre atos da administração, obedecidos os seguintes requisitos:
      a) fixação em 30 dias, prorrogável por igual período, o prazo para que o Prefeito Municipal preste informações de que trata este inciso;
      b) o não atendimento no prazo estipulado na alínea anterior faculta ao Presidente da Câmara Municipal invocar a tutela do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação, sem prejuízo de outras conseqüências jurídicas.
   XVII - criar comissões especiais;
   XVIII - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos e formas previstos em lei;
   XIX - propor ao Prefeito a execução de qualquer obra ou medida de interesse da coletividade e do serviço público;
   XX - apreciar vetos opostos pelo Prefeito Municipal;
   XXI - fixar o número de Vereadores para a legislatura seguinte;
   XXII - sustar a execução em todo ou em parte de qualquer ato, resolução ou regulamento municipal, declarado pelo Poder Judiciário infringente à Constituição, à Lei Orgânica e às Leis;
   XXIII - decidir sobre a perda de mandato de Vereador;
   XXIV - tomar conhecimento do período de férias do Prefeito.

Seção IV - Do Exame Público das Contas Municipais

Art. 17. As contas do município ficarão à disposição de qualquer contribuinte durante sessenta dias, a partir de quinze de abril de cada exercício, no horário de funcionamento da Câmara Municipal, em local de fácil acesso ao público.
   § 1º A consulta poderá ser feita por qualquer cidadão, independente de requerimento, autorização ou despacho de qualquer autoridade.
   § 2º A consulta só poderá ser feita no recinto da Câmara, onde haverá, pelo menos, três cópias à disposição do público.
   § 3º A reclamação apresentada deverá:
      I - ter a identificação e a qualificação do reclamante;
      II - conter elementos ou provas nas quais as fundamenta o reclamante.
   § 4º A Câmara Municipal enviará ao reclamante cópia da correspondência que encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado.

Seção V - Da Composição e Eleição da Mesa

Art. 18. A Mesa da Câmara Municipal é composta de Presidente, Vice-Presidente, 1º Secretário e 2º Secretário.
   Parágrafo único. Na composição da Mesa e das Comissões é assegurada, tanto quanto possível, a representação dos partidos ou dos blocos partidários.

Art. 19. O mandato da Mesa será de um ano, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.
   Parágrafo único. No término de cada sessão legislativa, com exceção da última, são eleitas, por voto secreto e empossados a Mesa e as Comissões Permanentes para a sessão legislativa seguinte.

Art. 20. Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído, pelo voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal, quando faltoso ou omisso ou ainda ineficiente no desempenho de suas atribuições.
   Parágrafo único. O Regimento Interno disporá sobre o processo de destituição e a eleição do substituto.

Seção VI - Das Atribuições da Mesa e dos seus Componentes

Art. 21. Compete à Mesa, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
   I - propor ao Plenário projetos de resolução que criem, transformem e extinguem cargos, empregos ou funções da Câmara Municipal, bem como a fixação da respectiva remuneração, observadas as disposições legais;
   II - declarar a perda de mandato de Vereador, de ofício ou por provocação de qualquer membro da Câmara, nos casos previstos nesta Lei Orgânica, nos termos do Regimento Interno e na legislação vigente, assegurada ampla defesa;
   III - elaborar e, ouvido o Plenário, encaminhar ao Prefeito Municipal, até o dia 31 de agosto, a proposta do orçamento da Câmara, para ser incluída na proposta geral do Município.
   Parágrafo único. A mesa decidirá sempre pelo voto da maioria de seus membros.

Art. 22. O Presidente da Câmara, ou quem o substituir, só votará nos seguintes casos:
   I - na eleição da Mesa Diretora;
   II - quando a matéria exigir, para sua aprovação, o voto favorável, de dois terços ou de maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal;
   III - nos casos de empate;
   IV - nas votações secretas.

Seção VII - Das Sessões

Art. 23. A Sessão Legislativa anual desenvolver-se-á de 1º de janeiro a 31 de janeiro e 1º de março à 31 de dezembro, independente de convocação. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 002, de 30.08.1996)
   Parágrafo único. A Câmara Municipal, reunir-se-á em sessões ordinárias, extraordinárias, solenes e secretas, nos termos do Regimento Interno.

Art. 24. A iniciativa da convocação da sessão extraordinária da Câmara cabe ao seu Presidente, a um terço de seus membros, à Comissão Representativa ou ao Prefeito Municipal.
   § 1º Nas sessões extraordinárias, a Câmara só pode deliberar sobre a matéria de convocação.
   § 2º Para as sessões extraordinárias, a convocação dos Vereadores será pessoal.

Art. 25. As sessões solenes e secretas serão reguladas pelo que dispuser o Regimento Interno.

Art. 26. As sessões deverão ser realizadas no recinto destinado ao funcionamento da Câmara, salvo os casos previstos no Regimento Interno.

Art. 27. As sessões da Câmara serão públicas e o voto aberto, salvo deliberações em contrário, tomada pela maioria absoluta de seus membros, quando ocorrer motivo relevante de preservação do decoro parlamentar e nos casos previstos em Lei Orgânica e no Regimento Interno.

Art. 28. As sessões só poderão ser abertas com a presença mínima de um terço de seus membros, sendo que as deliberações serão tomadas com a maioria absoluta ou de dois terços, nos casos previstos no Regimento Interno.
   Parágrafo único. Considerar-se-á presente à sessão, o Vereador que assinar o Livro ou a Folha de Presença, até o início da Ordem do Dia e participar das votações.

Seção VIII - Das Comissões

Art. 29. A Câmara Municipal terá comissões permanentes e especiais, estas constituídas na forma e com as atribuições definidas no Regimento Interno ou no ato que se resultar a sua criação.
   Parágrafo único. Cabe às Comissões, em razão de sua competência:
      I - convocar, por intermédio da Mesa Diretora, Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma natureza para prestar informações sobre assuntos de interesse às suas atribuições;
      II - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas, dando o devido encaminhamento;
      III - solicitar, através da Mesa, depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
      IV - apreciar as matérias que lhes forem submetidas pela Câmara Municipal e, sobre elas, emitir parecer.

Art. 30. As Comissões especiais de inquérito, que terão poderes de investigação próprios de autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara, mediante requerimento de um terço de seus membros, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas do Estado.

Art. 31. Durante o recesso, haverá uma Comissão Representativa da Câmara Municipal, com as seguintes atribuições, além daquelas previstas no Regimento Interno:
   I - zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo;
   II - zelar pela observância da Lei Orgânica;
   III - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município;
   IV - convocar extraordinariamente a Câmara.

Art. 32. A Comissão Representativa apresentará relatórios de suas atividades que constarão em ata, ao encerrar os trabalhos de cada período.

Seção IX - Dos Vereadores
Subseção I - Disposições Gerais

Art. 33. Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município.

Art. 34. Os Vereadores terão assegurado o direito de sigilo total sobre informações recebidas, ou sobre a fonte de informações prestadas em razão do exercício do mandato.

Art. 35. É incompatível com o decoro parlamentar além dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas aos Vereadores ou à percepção, por estes, de vantagens indevidas.

Subseção II - Das Incompatibilidades

Art. 36. Os Vereadores não poderão:
   I - desde a expedição do diploma:
      a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquias, empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações ou empresas concessionárias de serviço público, salvo quando o contrato obedecer à cláusula uniforme;
      b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes na alínea anterior.
   II - desde a posse:
      a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goza de favor decorrente de contrato em pessoa jurídica de direito público ou nela exercer função remunerada;
      b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas na alínea "a" do Inciso I;
      c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea "a" do Inciso I;
      d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 37. Perderá o mandato o Vereador que:
   I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
   II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
   III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Câmara, salvo caso de licença ou de missão oficial autorizada;
   IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
   V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos em lei;
   VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado, em crime doloso; (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   VII - que deixar de residir no município, salvo se investido no cargo em comissão dos governos do estado ou federal ou ainda na função de representante classista;
   VIII - que deixar de tomar posse, sem motivo justificado, dentro do prazo estabelecido nesta Lei Orgânica.
   § 1º Extingue-se o mandato, e assim será declarado pelo Presidente da Câmara, quando ocorrer falecimento ou renúncia por escrito do Vereador;
   § 2º Nos casos dos Incisos I, II, VI e VII deste artigo, a perda do mandato será decidida pela Câmara, por voto secreto com maioria de dois terços, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado na Câmara, assegurada ampla defesa;
   § 3º Nos casos dos Incisos III, IV, V e VIII, a perda do mandato será declarada pela Mesa da Câmara, de ofício ou mediante provocação de qualquer vereador ou de partido representado na Câmara, assegurada ampla defesa.

Subseção III - Do Vereador Servidor Público

Art. 38. O Vereador ocupante do cargo, emprego ou função pública municipal, é inamovível de ofício pelo tempo de duração de seu mandato.

Subseção IV - Das Licenças

Art. 39. O Vereador poderá licenciar-se:
   I - por motivos de saúde, devidamente comprovados;
   II - para tratar de interesse particular, desde que o período de licença não seja superior a cento e vinte dias, por sessão legislativa;
   III - quando investido no cargo em comissão dos governos federal e estadual, ou em cargo de direção em entidade classista.
   § 1º Nos casos do inciso II, não poderá o Vereador reassumir antes que tenha escoado o prazo de sua licença, que será de no mínimo, quinze dias;
   § 2º No caso do Inciso I, o Vereador não sofrerá prejuízo nem no mandato, nem na remuneração, e será considerado em licença pela Mesa, a partir do décimo quinto dia;
   § 3º O Vereador, para ser investido no cargo de Secretário Municipal ou equivalente, deverá licenciar-se, podendo optar pela remuneração da vereança, sem prejuízo da verba de representação.
   § 4º O afastamento do Vereador para o desempenho de missões temporárias, de interesse do município, não será considerado como de licença, fazendo o Vereador jus à remuneração estabelecida.

Subseção V - Da Convocação dos Suplentes

Art. 40. No caso de vaga, licença ou investidura no Cargo de Secretário Municipal ou equivalente, far-se-á a convocação do Suplente através do Presidente da Câmara, na forma do Regimento Interno.
   § 1º O Suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de quinze dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara, sob pena de ser considerado renunciante;
   § 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente para assumir, o Presidente da Câmara comunicará o fato à Justiça Eleitoral, dentro de vinte e quatro horas.

CAPÍTULO III - DO PODER EXECUTIVO

Art. 41. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários Municipais.

Art. 42. O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente, para cada legislatura, por eleição direta em sufrágio universal e secreto.

Art. 43. Vagando os Cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição até noventa dias depois de aberta a última vaga.
   Parágrafo único. Ocorrendo a vacância, após cumpridos três quartos do mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito, a eleição para ambos os cargos será feita pela Câmara Municipal até trinta dias depois da última vaga.

Art. 44. O Prefeito e o Vice-Prefeito, tomarão posse no dia 01 de janeiro do ano subseqüente à eleição, em sessão solene da Câmara Municipal ou, se esta não estiver reunida, perante a autoridade judiciária competente, ocasião em que prestarão o compromisso, nos termos do parágrafo 1º do art. 14, desta Lei Orgânica.
   § 1º Se até o dia 10 de janeiro o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior devidamente comprovado e aceito pela Câmara Municipal, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago;
   § 2º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Vice-Prefeito e, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara Municipal;
   § 3º No ato da pose e no término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito, farão declaração de seus bens, a qual será transcrita em livro próprio;
   § 4º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por Lei, poderá auxiliar o Prefeito, sempre que por ele convidado, para missões especiais e substituí-lo-a nos casos de licença e o sucederá no caso de vacância do Cargo.

Art. 45. Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito ou vacância dos respectivos cargos, será chamado ao exercício do cargo de Prefeito o Presidente da Câmara Municipal.
   Parágrafo único. A recusa do Presidente em assumir o cargo implicará em perda do mandato que ocupa na Mesa Diretora.

Seção II - Das Proibições e das Responsabilidades Político-Administrativas do Prefeito e Vice-Prefeito

Art. 46. O Prefeito Municipal estará sujeito às proibições e incompatibilidades previstas para os Vereadores no que for aplicável.

Art. 47. São infrações político-administrativas do Prefeito e do Vice-Prefeito, sujeitas ao julgamento pela Câmara Municipal e sancionadas com a cassação do mandato:
   I - impedir o funcionamento regular da Câmara Municipal;
   II - impedir o exame de documentos por parte da Comissão Parlamentar de Inquérito ou de auditoria oficial;
   III - impedir a verificação de obras e serviços municipais por parte de Comissões Parlamentares de Inquérito ou Perícia Oficial;
   IV - deixar de atender, no prazo legal, os pedidos de informações da Câmara Municipal;
   V - retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a esta formalidade;
   VI - deixar de apresentar à Câmara, no prazo legal os projetos do Plano Plurianual de Investimentos, Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual;
   VII - descumprir o Orçamento Anual;
   VIII - assumir obrigações que envolvam despesas públicas sem que haja suficiente recurso orçamentário na forma da Constituição Federal;
   IX - praticar, contra empresa, disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática;
   X - omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do município, sujeitos a Administração Municipal;
   XI - ausentar-se do município, por tempo superior ao previsto nesta lei;
   XII - iniciar investimento sem as cautelas do art. 112, inciso II desta Lei;
   XIII - proceder de modo incompatível com a dignidade e decoro do cargo.

Seção III - Das Licenças do Prefeito

Art. 48. O Prefeito não poderá, sem licença da Câmara, ausentar-se do Município por mais de dez dias e de cinco dias para fora do Estado, sob pena de perda de mandato.
   Parágrafo único. No caso de ausência do Prefeito ser superior a quatro dias úteis, o mesmo deverá passar o cargo para o Vice-Prefeito.

Art. 49. O Prefeito poderá licenciar-se por motivos de doença, devidamente comprovada, ou para ausentar-se em missão especial sem prejuízo da remuneração.

Art. 50. O Prefeito pode gozar férias anuais de trinta dias, sem prejuízo da remuneração, devendo comunicar à Câmara o período que irá gozá-las.

Seção IV - Das Atribuições do Prefeito

Art. 51. Compete privativamente ao Prefeito:
   I - representar o município em juízo ou fora dele;
   II - exercer a direção superior da Administração Municipal, nomear e exonerar os Secretários Municipais e seus assessores ou diretores de autarquias e fundações, instituídas e mantidas majoritariamente pelo município;
   III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica;
   IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução;
   V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
   VI - declarar a utilidade ou necessidade pública ou de interesse social de bens para fins de desapropriação ou servidão administrativa;
   VII - expedir atos próprios de sua atividade administrativa;
   VIII - aprovar projetos de edificações, planos e loteamentos, arruamento e zoneamento urbano ou para fins urbanos;
   IX - planejar e promover a execução de serviços públicos municipais;
   X - promover e extinguir os cargos, os empregos e as funções públicas municipais, na forma da lei;
   XI - enviar à Câmara Municipal o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual do Município;
   XII - prestar, anualmente, à Câmara Municipal, até 31 de março do ano seguinte, as contas referentes ao exercício anterior e remetê-las em igual prazo, ao Tribunal de Contas do Estado;
   XIII - prestar à Câmara Municipal, por escrito, as informações previstas no Inciso XVI, do art. 16, alínea "a" e "b", sobre fatos relacionados com a administração e sobre matéria legislativa em tramitação na Câmara;
   XIV - convocar extraordinariamente a Câmara, quando o interesse público o exigir;
   XV - colocar à disposição da Câmara Municipal, dentro de quinze dias de sua requisição, as quantias que devem ser dispendidas de uma só vez e, até o dia vinte e cinco de cada mês, a parcela correspondente ao duodécimo de sua dotação orçamentária;
   XVI - resolver sobre requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem dirigidas em matéria de competência do Executivo Municipal;
   XVII - oficializar e denominar a próprios municipais e logradouros públicos, obedecidas as normas urbanísticas;
   XVIII - solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos, bem como fazer uso da guarda municipal na forma da lei;
   XIX - revogar atos administrativos por razões de interesse público e anulá-los por vício da legalidade, observado o devido processo legal;
   XX - superintender a arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da receita, dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos créditos autorizados pela Câmara;
   XXI - tomar providências sobre o ensino público municipal;
   XXII - propor ao Poder Legislativo o arrendamento, o aforamento ou a alienação de próprios do Município, bem como a aquisição de outros;
   XXIII - propor a divisão administrativa do Município de acordo com a lei;
   XXIV - aplicar as multas previstas na legislação e nos contratos ou convênios, bem como relevá-las quando for o caso;
   XXV - requerer à autoridade a prisão administrativa de servidor público municipal omisso ou remisso na prestação de contas dos dinheiros públicos;
   XXVI - fixar as tarifas dos serviços públicos concedidos e permitidos, bem como daqueles explorados pelo próprio município, conforme critérios estabelecidos na legislação municipal;
   XXVII - decretar estado de calamidade pública quando ocorrerem fatos que a justifiquem;
   XXVIII - celebrar convênios com entidades públicas ou privadas para a realização de objetivos de interesse do Município;
   § 1º O Prefeito pode delegar a seus membros e auxiliares imediatos, por Decreto, funções administrativas, podendo revogar a delegação, a qualquer momento, segundo seu único critério;
   § 2º O Prefeito Municipal comparecerá à Câmara, sempre que achar oportuno, para expor assuntos específicos e de interesse público, quando será recebido em sessão previamente designada.

Art. 52. O Vice-Prefeito, além das atribuições que lhe são próprias, pode exercer outras estabelecidas em lei.

Seção V - Dos Secretários do Município

Art. 53. Os Secretários do Município, de livre nomeação e demissão do Prefeito, são escolhidos entre brasileiros, maiores de 18 anos, no gozo dos direitos públicos.

Art. 54. Além das atribuições fixadas em Lei Ordinária, compete aos Secretários do Município:
   I - orientar, coordenar e executar as atividades dos órgãos e entidades da administração municipal, na área de sua competência;
   II - referendar os atos e decretos do Prefeito e expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos relativos aos assuntos de suas secretarias;
   III - apresentar ao Prefeito relatório anual dos serviços realizados por suas categorias;
   IV - comparecer à Câmara Municipal, nos casos previstos nesta Lei Orgânica;
   V - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem delegadas pelo Prefeito.
   Parágrafo único. Os Decretos, atos e regulamentos referentes aos serviços autônomos serão subscritos pelo Secretário da respectiva pasta.

Art. 55. Aplica-se o disposto nesta Seção, no que for cabível, aos demais assessores, como também aos diretores de autarquias e de fundações de que participe o município majoritariamente.

Seção VI - Dos Conselhos Municipais

Art. 56. O Município poderá criar em Lei Ordinária o Conselho de Desenvolvimento Comunitário, definindo-lhe suas atribuições e abrangências. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   § 1º (Este parágrafo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   § 2º (Este parágrafo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Seção VII - Da Transição Administrativa

Art. 57. Até trinta dias antes da transmissão de cargo, o Prefeito Municipal deverá preparar, para a entrega ao sucessor e para publicação imediata, relatório da situação da Administração Municipal que conterá entre outras, informações atualizadas sobre:
   I - medidas necessárias à regulamentação das contas municipais perante o Tribunal de Contas do Estado;
   II - dívidas do Município, por credor, com as datas dos respectivos vencimentos, inclusive das dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito de qualquer natureza;
   III - prestação de contas de convênios celebrados com os organismos da União e do Estado, bem como do recebimento de subvenções ou auxílios;
   IV - situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos;
   V - estado dos contratos de obras e serviços em execução ou apenas formalizados, informando sobre o que foi realizado e pago e o que há para executar e pagar, com os respectivos prazos;
   VI - transferências a serem recebidas da União e do Estado por força de mandamento constitucional ou de convênios;
   VII - projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em curso na Câmara Municipal;
   VIII - situação dos servidores do município, sem custo, quantidade e órgãos em que estão lotados e em exercício ;
   IX - o inventário atualizado dos bens do município.

CAPÍTULO IV - DA REMUNERAÇÃO DOS AGENTES POLÍTICOS

Art. 58. A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, será fixada pela Câmara Municipal no último ano da legislatura, até trinta dias antes das eleições municipais, vigorando para a legislatura seguinte, observando o disposto na Constituição Estadual.
   § 1º A remuneração do Prefeito será fixada em valor de quinze (15) a vinte e cinco (25) vezes o menor padrão básico dos servidores municipais. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001/1992)
   § 2º A remuneração do Vice-Prefeito será fixada em valor de oito (08) a doze (12) vezes o menor padrão básico dos servidores municipais. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001/1992)
   § 3º A remuneração dos Vereadores será fixada em valor de quatro (04) a oito (08) vezes o menor padrão básico dos servidores municipais, dividida em parte fixa e parte variável. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001/1992)

Art. 59. No caso de não ser fixada a remuneração até a data prevista no artigo anterior, prevalecerão os valores fixados na legislatura anterior, atualizados monetariamente.

Art. 60. A lei fixará critérios de indenização de despesas de viagens dos agentes públicos, quando a serviço.

CAPÍTULO V - DO PROCESSO LEGISLATIVO
Seção I - Disposições Gerais

Art. 61. O Processo Legislativo Municipal compreende a elaboração de:
   I - emendas à Lei Orgânica Municipal;
   II - Leis Complementares;
   III - Leis Ordinárias;
   IV - Decretos Legislativos;
   V - Resoluções.

Art. 62. São também, entre outras, objeto de deliberação da Câmara Municipal, na forma do Regimento Interno:
   I - Autorizações;
   II - Indicações;
   III - Requerimentos;
   IV - Emendas.

Seção II - Das Emendas à Lei Orgânica

Art. 63. A Lei Orgânica Municipal poderá ser emendada mediante proposta:
   I - de um terço no mínimo dos membros da Câmara Municipal;
   II - do Prefeito Municipal;
   III - de iniciativa popular subscrita, no mínimo, por cinco por cento dos eleitores do Município;
   § 1º A proposta de emenda à Lei Orgânica será discutida e votada dentro de sessenta dias, em suas sessões, com interstício mínimo de dez dias, considerando-se aprovada, se obtiver, em ambas, dois terços dos votos dos membros da Câmara Municipal.
   § 2º A emenda à Lei Orgânica Municipal será promulgada pela Mesa da Câmara com o respectivo número de ordem.

Seção III - Das Leis

Art. 64. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer Vereador ou Comissão da Câmara ao Prefeito Municipal e aos eleitores do município, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica.

Art. 65. Compete privativamente ao Prefeito Municipal a iniciativa das que versem sobre:
   I - regime jurídico dos servidores;
   II - criação de cargos, empregos e funções na administração direta e autárquica do Município, ou aumento de sua remuneração;
   III - Orçamento, Diretrizes Orçamentárias e Plano Plurianual;
   IV - criação, estruturação e atribuições dos órgãos da ADMINISTRAÇÀO DIRETA do Município;

Art. 66. São, entre outras, objeto de leis complementares as seguintes matérias:
   I - Código Tributário Municipal;
   II - Código de Obras ou de Edificações;
   III - Código de Posturas;
   IV - Código de Zoneamento;
   V - Código de Parcelamento do Solo;
   VI - Plano Diretor;
   VII - Regime Jurídico dos Servidores.
   § 1º As Leis Complementares exigem para sua aprovação o voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara.
   § 2º Será dada ampla divulgação aos projetos previstos no "caput" deste artigo, antes de serem submetidos a discussão da Câmara Municipal.

Art. 67. O Prefeito Municipal poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa, considerados relevantes, os quais deverão ser apreciados no prazo de trinta dias.
   § 1º Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado no "Caput", deste artigo, o projeto será obrigatoriamente incluído na Ordem do Dia, para que se ultime sua votação, sobrestando a deliberação sobre qualquer matéria;
   § 2º O prazo referido neste artigo não corre no período de recesso da Câmara e nem se aplica aos projetos de codificação.

Art. 68. A requerimento de Vereadores, os projetos de lei, decorridos trinta dias de seu recebimento, serão incluídos na Ordem do Dia, mesmo sem parecer.
   Parágrafo único. O Projeto de Lei pode ser retirado da Ordem do Dia, em qualquer fase, a requerimento do autor.

Art. 69. O Projeto de Lei com parecer contrário de todas as comissões permanentes é tido como rejeitado.

Art. 70. A matéria constante de Projeto de Lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara.

Art. 71. O Projeto de Lei aprovado pela Câmara será, no prazo de cinco dias, enviado pelo seu Presidente ao Prefeito Municipal que, concordando, sancioná-lo-á no prazo de dez dias úteis.
   § 1º Decorrido o prazo de dez dias úteis, o silêncio do Prefeito Municipal importará em sanção tácita.
   § 2º Se o Prefeito Municipal considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de dez dias úteis, contados da data do recebimento e comunicará, dentro de três dias úteis, ao Presidente da Câmara os motivos do veto.
   § 3º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso e de alínea.
   § 4º O veto será apreciado no prazo de trinta dias, contados de seu recebimento, com ou sem parecer, considerando-se rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores, mediante votação secreta.
   § 5º Esgotado sem deliberações o prazo previsto no parágrafo anterior, o veto será colocado na Ordem do Dia da sessão seguinte, sobrestando as demais proposições até sua votação final.
   § 6º Se o veto for rejeitado, o projeto será enviado ao Prefeito Municipal, em quarenta e oito horas, para promulgação.
   § 7º Se o Prefeito Municipal não promulgar a lei nos prazos previstos e no caso da sanção tácita, o Presidente da Câmara a promulgará e, se este não o fizer em quarenta e oito horas, caberá ao Vice-Presidente obrigatoriamente fazê-lo.
   § 8º A manutenção do veto não restaura matéria suprimida ou modificada pela Câmara.

Art. 72. A Resolução destina-se a regular matéria político-administrativa da Câmara, de sua competência exclusiva, não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal.

Art. 73. O Decreto Legislativo destina-se a regular matéria de competência exclusiva da Câmara que produza efeitos externos, não dependendo de sanção ou veto do Prefeito Municipal.

Art. 74. O processo Legislativo das Resoluções, dos Decretos Legislativos e demais matérias constantes no art. 61, dar-se-á nos termos do Regimento Interno, complementando o disposto nesta Lei Orgânica.

TÍTULO III - DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 75. A administração pública direta ou indireta do Município obedecerá, no que couber, o disposto nesta Lei Orgânica.

CAPÍTULO II - DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Art. 76. São servidores do Município todos quantos percebem remuneração pelos cofres municipais.

Art. 77. O quadro dos servidores pode ser constituído de classes, carreiras funcionais ou de cargos isolados, classificados dentro de um sistema ou, ainda, dessas formas conjugadas, de acordo com a lei.

Art. 78. Os cargos, empregos ou funções públicas municipais são acessíveis a todos os brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.
   § 1º A investidura em cargo ou emprego público, bem como em autarquias e fundações de que participe o Município majoritariamente, depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declaradas em lei, de livre nomeação e exoneração.
   § 2º A Lei estabelecerá os casos da contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

Art. 79. São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados por concurso.

Art. 80. Os servidores estáveis somente poderão perder o cargo em virtude de sentença judicial ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.
   Parágrafo único. Invalidada por sentença judicial a demissão, o servidor será reintegrado e quem lhe ocupava o lugar, exonerado, ou, se detinha outro cargo, a este reconduzido sem direito à indenização.

Art. 81. Ficará em disponibilidade remunerada o servidor estável cujo cargo for declarado extinto ou desnecessário pelo órgão a que servir, podendo ser aproveitado em cargo compatível, a critério da administração.

Art. 82. O tempo de serviço público federal, estadual e/ou municipal, é computado integralmente para efeitos de aposentadoria.

Art. 83. Ao Servidor Público Municipal, no exercício do mandato eletivo, aplicam-se as disposições do art. 38 da Constituição Federal.

Art. 84. Serão definidos em lei os direitos dos servidores do Município sobre acréscimos pecuniários por tempo de serviço, assegurada a Licença-Prêmio por decênio.

Art. 85. É assegurada aos servidores municipais a isonomia dos vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo poder ou entre servidores de poderes diferentes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.

Art. 86. É vedada:
   I - a vinculação ou equiparação de qualquer natureza, para efeito de remuneração, ressalvado o disposto do artigo anterior;
   II - a participação de servidores no produto de arrecadação de tributos e multas, inclusive da dívida ativa;
   III - a acumulação remunerada de cargos públicos, incluindo autarquias e fundações de que faça parte majoritariamente o Município, exceto quando houver compatibilidade de horários;
      a) de dois cargos de professor;
      b) de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
      c) a de dois cargos privativos de médico.
   Parágrafo único. A proibição de acumular, estende-se a cargos, funções ou empregos em autarquias e outras fundações de que faça parte majoritariamente o município.

Art. 87. O Município instituirá regime jurídico único e Planos de Carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

Art. 88. O Servidor municipal será aposentado na forma do art. 40, da Constituição Federal.

Art. 89. O Município responderá pelos danos de seus agentes, nessa qualidade, causadores a terceiros, sendo obrigatório o uso de ação-regressiva contra o responsável nos casos de dolo ou culpa, na forma da Constituição Federal.

Art. 90. É vedada, a quantos prestam serviços ao Município, atividade político-partidária nas horas e locais de trabalho.

Art. 91. É garantido ao servidor público municipal o direito à livre associação sindical.

Art. 92. Os concursos públicos para preenchimento de cargos, empregos ou funções na Administração Municipal, não poderão ser realizados antes de decorridos trinta dias do encerramento das inscrições, as quais deverão estar abertas, pelo menos, por quinze dias.

Art. 93. São direitos dos servidores municipais, além de outros previstos na Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e nas leis:
   I - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993);
   II - irredutibilidade de vencimentos ou salários;
   III - décimo terceiro salário ou vencimento igual à remuneração integral ou no valor dos proventos de aposentadoria;
   IV - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
   V - salário família ou abono familiar para seus dependentes;
   VI - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e a quarenta e quatro semanais; (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   VII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
   VIII - remuneração do serviço extraordinário, superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;
   IX - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais de que a remuneração normal, com pagamento antecipado;
   X - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e da remuneração e com duração de cento e vinte dias;
   XI - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
   XII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
   XIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
   XIV - proibição de diferenças de remuneração, de exercício de funções e de critérios de admissão, por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
   XV - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993);
   XVI - pagamento do décimo terceiro salário, até o dia 20 de dezembro de cada exercício.
   Parágrafo único. O adicional da remuneração, de que trata o inciso XIII, deverá ser calculado exclusivamente com base nas características do trabalho e na área de exposição ao risco, na forma da lei.

CAPÍTULO III - DOS ATOS MUNICIPAIS

Art. 94. A publicação das leis e dos atos administrativos será feita pela imprensa oficial do Município ou, não havendo, por afixação, em local próprio e de acesso ao público, na sede da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal.
   § 1º A publicação dos atos não normativos, pela imprensa, poderá ser remunerada.
   § 2º Não havendo imprensa oficial, e havendo imprensa local, poderão as leis e atos municipais ser nela publicados, mediante licitação em que se levarão em conta não só as condições de preço, como circunstâncias de freqüência, horário, tiragem e distribuição.

Art. 95. A publicidade dos atos, programas, serviços e as campanhas dos órgãos da Administração Pública deverão ter caráter educativo, informativo e de orientação social, não podendo constar imagens, expressões ou símbolos que caracterizem promoção pessoal de qualquer agente público municipal.

Art. 96. A formalização dos atos administrativos da competência do Prefeito far-se-á:
   I - mediante Decreto, numerado, em ordem cronológica, quando se tratar de:
      a) regulamentação da Lei;
      b) criação ou extinção de gratificações, quando autorizadas por lei;
      c) abertura de créditos especiais e suplementares;
      d) declaração de utilidade pública ou de interesse social, para efeito de desapropriação ou servidão administrativa;
      e) criação, alteração e extinção de órgãos da Prefeitura, quando autorizada em lei;
      f) definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura, não privativas de lei;
      g) aprovação de planos de órgãos da administração direta;
      h) aprovação de regulamentos e regimentos dos órgãos da Administração direta;
      i) aprovação de estatutos dos órgãos da administração descentralizada;
      j) permissão para a exploração de serviços públicos e para uso de bens municipais;
      l) fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo município e aprovação dos preços dos serviços concedidos ou autorizados;
      m) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administradores, não privativas de lei;
      n) medidas executórias do Plano Diretor;
      o) estabelecimento de normas de efeitos externos, não privativos de lei;
   II - mediante portaria, poderão ser delegados os atos, quando se tratar de:
      a) provimento e vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais;
      b) lotação re relotação nos quadros de pessoal;
      c) criação de comissões e designação de seus membros;
      d) instituição e dissolução de grupos de trabalho;
      e) autorização para contratação de servidores por prazo determinado e dispensa;
      f) abertura de sindicâncias e processos administrativos e aplicação de penalidades;
      g) outros atos que, por natureza ou finalidade, não sejam objeto de lei ou Decreto.

CAPÍTULO IV - DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS

Art. 97. Compete ao Município instituir os seguintes tributos:
   I - impostos sobre:
      a) propriedade predial e territorial urbana;
      b) transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua aquisição;
      c) vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;
      d) serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar;
   II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos ou divisíveis, prestados ao contribuinte ou impostos à sua disposição;
   III - contribuição de melhoria, decorrentes de obras públicas.

Art. 98. A Lei disporá sobre o lançamento, arrecadação, inscrição e a fiscalização de tributos municipais.

Art. 99. A Administração Municipal, promoverá, periodicamente, e atualização de base de cálculo dos tributos municipais.
   Parágrafo único. Para a atualização de base de cálculo de que trata este artigo, poderá ser criada uma comissão, por ato do Prefeito Municipal, integrada por servidores municipais e representantes dos contribuintes e das bancadas partidárias com assento no Poder Legislativo.

Art. 100. A concessão da isenção e da anistia de tributos municipais dependerá de autorização legislativa, aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
   Parágrafo único. É vedada a concessão de anistia no último ano de cada legislatura.

Art. 101. (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 102. A remissão de créditos tributários somente poderá ocorrer em casos de calamidade pública ou notória pobreza do contribuinte, devendo a lei, que o autorize, ser aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.

Art. 103. A concessão de isenção, anistia ou moratória não gera direito adquirido e será revogada de ofício, sempre que apure que o beneficiário não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições, não cumpria ou deixou de cumprir os requisitos para sua concessão.

Art. 104. É de responsabilidade do órgão competente da Prefeitura Municipal, a inscrição em dívida ativa dos créditos provenientes de impostos, taxas, contribuição de melhoria e multas de qualquer natureza, decorrentes de infrações e legislação tributária, com prazo de pagamento fixado pela legislação ou por decisão proferida em processo regular de fiscalização.

Art. 105. O município poderá firmar convênio com o Estado para prestar informações e corrigir dados, em especial os relacionados com o trânsito de mercadorias e produtos, com vista a resguardar o efetivo ingresso de tributos Estaduais nos quais tenha participação.

CAPÍTULO V - DOS PREÇOS PÚBLICOS

Art. 106. O município cobrará preços para obter ressarcimento da prestação de serviços de natureza comercial, industrial ou de sua atuação na organização e exploração de atividades econômicas.
Parágrafo Único: Lei regulamentará a execução e a forma de cobrança dos preços de serviços.

CAPÍTULO VI - DOS ORÇAMENTOS
Seção I - Disposições Gerais

Art. 107. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
   I - Plano Plurianual;
   II - as Diretrizes Orçamentárias;
   III - o Orçamento.
   § 1º O Plano Plurianual compreenderá:
      I - diretrizes, objetivos e metas para as ações municipais e execução plurianual;
      II - investimentos de execução plurianual;
      III - gastos com a execução de programa de duração continuada.
   § 2º A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, e orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária.
   § 3º O orçamento compreenderá:
      I - o Orçamento Fiscal da Administração Direta Municipal, incluindo-os seus fundos especiais;
      II - os Orçamentos das entidades da Administração Indireta;
      III - o Orçamento de investimentos das empresas em que o município, direta ou indiretamente, tenha a maioria do capital social com direito a voto;
      IV - o Orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados.

Art. 108. Os planos e programas municipais de execução plurianual ou anual serão elaborados em consonância com o Plano Plurianual e com as Diretrizes Orçamentárias, respectivamente e apreciados pela Câmara Municipal.

Art. 109. O Projeto de Lei Orçamentária será acompanhado de demonstrativos do efeito sobre as receitas e despesas decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefício de natureza financeira ou tributária.

Art. 110. Os recursos que, em decorrência do veto, emenda ou rejeição do projeto de Lei Orçamentária Anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Seção II - Das Vedações Orçamentárias

Art. 111. São vedados:
   I - a inclusão de dispositivos estranhos à previsão da receita e à fixação da despesa, incluindo as autorizações para abertura de créditos suplementares e contratações de operações de crédito de qualquer natureza e objetivo;
   II - o início de programas e projetos não incluídos no Orçamento Anual;
   III - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários originais ou adicionais;
   IV - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta;
   V - a vinculação da receita de impostos a órgãos e fundos especiais, ressalvadas as previstas no inciso IV do art. 167 da Constituição Federal;
   VI - a abertura de créditos adicionais suplementares ou especiais, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;
   VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
   VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos especiais;
   IX - a instituição de fundos especiais de qualquer natureza sem prévia autorização legislativa;
   X - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra, ou de um órgão para outro sem prévia autorização legislativa.
   § 1º Os créditos adicionais especiais e extraordinários, terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reaberto nos limites de seus saldos, serão incorporados no orçamento do exercício financeiro, subseqüente.
   § 2º A abertura de crédito extraordinário somente será admitido para atender as despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública, observada a posterior autorização legislativa.

Art. 112. As despesas com pessoal ativo e inativo não poderá exceder os limites estabelecidos em lei.
   Parágrafo único. A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou alteração de estrutura de carreira, bem como, a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:
      I - se houver dotação orçamentária suficiente para atender as projeções de despesas de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;
      II - se houver autorização específica da lei das Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

Art. 113. As despesas com publicidade dos Poderes do Município devem ser objeto de dotação orçamentária específica.

Art. 114. Os projetos de lei sobre o Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias e Orçamentos Anuais serão encaminhadas pelo Prefeito à Câmara Municipal nos seguintes prazos: (Vide LM 2.142/2016)
   I - o projeto de lei do Plano Plurianual, até 31 de maio do primeiro ano da legislatura;
   II - o projeto das Diretrizes Orçamentárias, anualmente, até 30 de junho;
   III - o projeto de lei do Orçamento, até 30 de outubro de cada ano.

Art. 115. Os projetos de lei do Orçamento, do Plano Plurianual e das Diretrizes Orçamentárias, após a apreciação do Poder Legislativo, deverão ser devolvidas para sanção nos seguintes prazos: (Vide LM 2.142/2016)
   I - o Plano Plurianual, até 15 de agosto do 1º ano da legislatura;
   II - o projeto das Diretrizes Orçamentárias, até 15 de agosto de cada ano;
   III - o Orçamento, até 30 de novembro de cada ano.

Art. 116. Não atendidos os prazos estabelecidos no artigo anterior, aplica-se a forma do art. 67.

Art. 117. Os prazos de que tratam os artigos anteriores passarão a ser os da Lei Complementar, prevista no art. 165, § 9º da Constituição Federal.

Art. 118. Caso o Prefeito não envie o projeto de Orçamento no prazo legal, o Poder Legislativo adotará como projeto de lei orçamentária a Lei do Orçamento em vigor, com a correção das respectivas rubricas pelos índices oficiais da inflação verificada nos doze meses imediatamente anteriores a 30 de outubro.

Seção III - Das Emendas Orçamentárias

Art. 119. As emendas ao projeto de Lei do Orçamento Anual, ou aos projetos que o modifiquem, somente poderão ser aprovados caso:
   I - sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias;
   II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas, excluídas as que indicam sobre:
      a) dotações para pessoal e seus encargos;
      b) serviço da dívida;
      c) transferências tributárias para autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal.
   III - sejam relacionadas:
      a) com a correção de erros e omissões;
      b) com os dispositivos do projeto de lei.

Art. 120. As emendas ao Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias, não poderão ser aprovadas, quando incompatíveis com o Plano Plurianual.

Art. 121. O Prefeito Municipal poderá enviar à Câmara Municipal mensagem retificativa nos projetos previstos no art. 107, enquanto não iniciada a votação da matéria.

Seção IV - Da Execução Orçamentária

Art. 122. A execução do Orçamento consistirá na arrecadação das receitas próprias e obtenção das decorrentes de transferências, bem como, na realização das despesas, observando sempre o princípio do equilíbrio.

Art. 123. O Prefeito Municipal fará publicar, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária, encaminhando cópia à Câmara Municipal.

Art. 124. As alterações orçamentárias durante o exercício serão apresentadas:
   I - pelos crédito adicionais, suplementares, especiais e extraordinários;
   II - pelos remanejamentos, transferências e a transposição que somente se realizarão, quando autorizados em lei específica que contenha a justificativa.

Seção V - Das Contas Municipais

Art. 125. A prestação de contas do Município, referente à gestão financeira de cada exercício, será encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado até 31 de março do ano seguinte.

Art. 126. Anualmente, dentro de sessenta dias do início da sessão legislativa, a Câmara receberá o Prefeito, em sessão especial, o qual informará, através de relatório, o estado em que se encontram as contas do município.

Art. 127. Os Secretários Municipais, titulares de Autarquias ou de Instituições de que participe majoritariamente o Município, sob pena de responsabilidade, são obrigados a comparecer perante à Câmara ou qualquer de suas comissões, no prazo de dez dias úteis, para prestarem informações sobre assuntos previamente determinados, quando convocados pela Câmara Municipal por intermédio do Prefeito.
   § 1º Três dias antes do comparecimento, o convocado enviará à Câmara uma exposição em torno das informações solicitadas.
   § 2º Quando as autoridades mencionadas neste artigo desejarem prestar esclarecimentos ou solicitarem providências legislativas a qualquer comissão, esta designará dia e hora para ouvi-los.

Seção VI - Da Fiscalização Financeira e Orçamentária

Art. 128. A fiscalização financeira e orçamentária do Município será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo e pelo sistema de controle interno dos Poderes Executivo e Legislativo, observados os dispositivos da Constituição Federal.
   § 1º O controle externo da Câmara será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado e compreenderá:
      I - a apreciação das contas do Município;
      II - o acompanhamento das atividades financeiras e orçamentárias do município;
      III - o desempenho de funções de autarquia financeira e orçamentária;
      IV - o julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos do município.
   § 2º As contas do Município, prestadas anualmente, serão julgadas pela Câmara dentro de trinta dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado.
   § 3º Somente por decisão de dois terços dos membros da Câmara, deixará de prevalecer o parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas do Estado.
   § 4º As contas relativas à aplicação dos recursos transferidos pela União, ou pelo Estado, serão prestadas na forma da lei federal vigente, sem prejuízo de sua inclusão na prestação anual de contas.

CAPÍTULO VII - DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PATRIMONIAIS

Art. 129. Compete ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara Municipal quanto aqueles utilizados em seus serviços.

Art. 130. A alienação de bens imóveis, subordinados à existência de interesse público justificado, sempre será precedida de avaliação, autorização legislativa e concorrência pública, dispensada esta nos seguintes casos:
   I - doação, devendo constar do respectivo instrumento os encargos do donatário, o prazo para seu cumprimento e cláusula de retrocessão, sob pena de nulidade do ato;
   II - permuta;
   III - venda aos proprietários de imóveis lindeiros de áreas remanescentes de obras públicas ou modificação de alinhamentos, que sejam aproveitados ou não.

Art. 131. A alienação de bens móveis precedida de autorização legislativa, de avaliação e de licitação, dispensada esta nos seguintes casos:
   I - doação para fins de interesse social;
   II - permuta;
   III - ações, que serão vendidas na Bolsa;
   IV - doação de bens em pagamento de contas.
   Parágrafo único. É permitido o leilão como forma de alienação.

Art. 132. O Município, preferentemente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso, mediante autorização legislativa e concorrência.
   Parágrafo único. A concorrência é dispensada por Lei, quando o uso se destinar a concessionário de serviço público, a entidade de assistência social ou quando houver interesse público, devidamente justificado.

Art. 133. A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, depende sempre de prévia avaliação e autorização legislativa.

Art. 134. A concessão administrativa dos bens municipais de uso especial e dominais, dependerá de lei e de licitação e far-se-á mediante contrato por prazo determinado, sob pena de nulidade de ato.
   § 1º A licitação poderá ser dispensada nos casos permitidos na legislação aplicável.
   § 2º A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita mediante licitação, a título precário e por Decreto.
   § 3º A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por Portaria, para atividades ou usos específicos e transitórios.

Art. 135. A concessão administrativa de bens públicos de uso comum, somente pode ser outorgada para finalidades escolares, de assistência social ou turístico, mediante autorização legislativa.

CAPÍTULO VIII - DAS OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS

Art. 136. Nenhuma obra pública, salvo os casos de extrema urgência devidamente justificados, será realizada sem que constem:
   I - o respectivo projeto;
   II - o orçamento do seu custo;
   III - a indicação dos recursos financeiros para o atendimento das respectivas despesas;
   IV - a viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportunidade para interesse público;
   V - os prazos para o seu início e término.

Art. 137. A concessão ou a permissão de serviços públicos somente será efetivada com a autorização da Câmara Municipal e mediante contrato, precedido de licitação, sob pena de nulidade.
   Parágrafo único. Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e à fiscalização da Administração Municipal, cabendo ao Prefeito aprovar as tarifas respectivas, através da lei.

Art. 138. Nos contratos de concessão ou permissão de serviços públicos serão estabelecidos entre outros:
   I - os direitos dos usuários, inclusive as hipóteses de gratuidade;
   II - as regras para a remuneração do capital e para garantir o equilíbrio econômico e financeiro do contrato;
   III - as normas que possam comprovar eficiência no atendimento do interesse público, bem como permitir a fiscalização pelo Município, de modo a manter o serviço contínuo, adequado e acessível;
   IV - as regras para orientar a revisão periódica das bases de cálculo dos custos operacionais e da remuneração do capital, ainda que estipulada em contrato anterior;
   V - a remuneração dos serviços prestados aos usuários diretos, assim como a possibilidade de cobertura dos custos por cobrança a outros agentes beneficiados pela existência dos serviços;
   VI - as condições de prorrogação, caducidade, rescisão e reversão da concessão ou permissão.
   § 1º Na concessão ou na permissão de serviços públicos, o Município reprimirá qualquer forma de abuso do poder econômico, principalmente as que visem à dominação do mercado, à exploração monopolística e o aumento abusivo de lucros.
   § 2º O município poderá revogar a concessão ou a permissão dos serviços que forem executados em desconformidade com o contrato ou ato pertinente, bem como daqueles que se revelarem manifestamente insatisfatórios para o atendimento dos usuários.

Art. 139. O município pode celebrar convênios com a União, o Estado, municípios e instituições privadas para a execução de suas leis, serviços e decisões, bem como para executar encargos análogos dessas esferas.
   § 1º Os convênios podem visar a realização de obras ou a exploração de serviços públicos de interesse comum.
   § 2º Através de convênios ou consórcios com outros municípios podem ser criadas entidades intermunicipais de interesse comum, aprovadas por leis dos municípios participantes.
   § 3º É permitido ao Município, através de convênio com o Estado, delegar e receber em delegação a prestação de serviços públicos desde que assegurados os recursos para a sua execução.

Art. 140. (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

CAPÍTULO IX - DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL

Art. 141. O Governo Municipal manterá processo permanente de planejamento, visando promover o desenvolvimento do município, o bem-estar da população e a melhoria da prestação dos serviços públicos municipais.
   § 1º O Conselho de Desenvolvimento Comunitário - CONDECOM será ouvido no processo de elaboração do Planejamento Municipal.
   § 2º O Planejamento Municipal contará com a cooperação das Associações representativas da Comunidade.

Art. 142. O Planejamento das atividades do Governo Municipal obedecerá as diretrizes deste capítulo e será feito por meio de elaboração e manutenção, utilizando, entre outros, os seguintes instrumentos:
   I - Plano Diretor;
   II - Plano de Governo;
   III - Lei de Diretrizes Orçamentárias;
   IV - Orçamento Anual;
   V - Plano Plurianual.

TÍTULO IV - DA ORDEM ECONÔMICA
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 143. A Ordem Econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos a existência digna, conforme os ditames da justiça social.

Art. 144. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, salvo os casos previstos em lei.

Art. 145. É de responsabilidade do Município, no campo de sua competência, a realização de investimento, formar e manter a infra-estrutura básica capaz de atrair, apoiar ou incentivar o desenvolvimento de atividades produtivas.

Art. 146. Na organização de sua economia, o Município dará preferência aos projetos de cunho comunitário, quanto aos financiamentos públicos e incentivos fiscais.

CAPÍTULO II - DA POLÍTICA URBANA

Art. 147. O Poder Público Municipal executará uma política de desenvolvimento urbano, objetivando ordenar o plano de desenvolvimento das fundações sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes, observadas as diretrizes gerais.

Art. 148. O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da política urbana a ser executado pelo Município.
   § 1º O Plano Diretor fixará os critérios que assegurem a função social da propriedade, cujo uso e ocupação deverão respeitar a legislação urbanística, a proteção do patrimônio ambiental natural e construído e o interesse da coletividade.
   § 2º O Plano Diretor definirá as áreas especiais de interesse social, urbanístico ou ambiental, para as quais será exigido aproveitamento adequado nos termos previstos na Constituição Federal.

Art. 149. O Poder Público Municipal poderá exigir do proprietário do solo urbano não edificado, subutilização, que promova o seu aproveitamento, sob pena de aplicação de impostos progressivos.

Art. 150. A lei definirá a política de expansão do perímetro urbano, visando prevenir e corrigir distorções no parcelamento do solo.

Art. 151. O Poder Público Municipal somente autorizará a edificação de prédios, mediante a apresentação de projetos de construção, instalação de energia elétrica e dispositivo de segurança contra incêndios.

CAPÍTULO III - DA POLÍTICA AGRÍCOLA

Art. 152. Nos limites de sua competência, o município definirá sua política agrícola, em harmonia com o plano estadual e federal de desenvolvimento do setor.
   § 1º São objetivos da política agrícola:
      I - o desenvolvimento da propriedade em todas as suas potencialidades, a partir da vocação e da capacidade de uso do solo, levada em conta a proteção do meio ambiente;
      II - a execução de programas de recuperação e conservação do solo, levando em conta o aproveitamento de recursos hídricos e de outros recursos naturais;
      III - a diversificação e rotação de culturas;
      IV - o fomento da produção agropecuária e de alimentos de consumo interno;
      V - o incentivo à agroindústria;
      VI - a implantação de cinturões verdes na periferia da cidade;
      VII - o oferecimento de meios para assegurar ao pequeno produtor e trabalhador rural, condições de trabalho e de mercado para os produtos, a rentabilidade dos empreendimentos e a melhoria do padrão de vida da família rural.
      VIII - a garantia de escoamento da produção, sobretudo o abastecimento alimentar;
      IX - a garantia da utilização racional dos recursos naturais.
   § 2º São instrumentos de política agrícola:
      I - o ensino, a pesquisa, a extensão e a assistência técnica;
      II - em caráter supletivo à União e ao Estado, a eletrificação e a telefonia rural.

Art. 153. No planejamento da execução destas políticas, que incluem as atividades agroindustriais, agropecuárias e florestais, participarão nos limites e na forma da lei, os trabalhadores e produtores rurais, cooperativas agrícolas, entidades agroindustriais e outras, vinculadas ao transporte, ao armazenamento, à eletrificação e telefonia rurais e à comercialização da produção primária.

Art. 154. Em sintonia com o Estado e a União, o Município estimulará a criação de centrais de compra para abastecimento de microempresas, microprodutores rurais e empresas de pequeno porte, com vistas à diminuição do preço final de mercadorias e produtos na venda ao consumidor.

Art. 155. Em convênio com o Estado e a União, o Município estabelecerá programas e serviços de Extensão Rural, de Assistência Técnica, de Pesquisa e Tecnologia, Agropecuária, dispensando cuidados especiais aos pequenos e médios produtores, bem como às suas associações e cooperativas.

CAPÍTULO IV - DA POLÍTICA COMERCIAL E INDUSTRIAL

Art. 156. O município dispensará tratamento jurídico diferenciado às microempresas de pequeno porte, na forma da lei.

Art. 157. O município aplicará recursos do orçamento próprio no incentivo, na implantação e expansão das empresas industriais e comerciais.

TÍTULO V - DA ORDEM SOCIAL
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 158. A Ordem Social tem como base o primado do trabalho e, como objetivo, o bem-estar e a justiça social.

CAPÍTULO II - DA SEGURIDADE SOCIAL

Art. 159. O Município poderá assegurar a seus servidores e dependentes, na forma da Lei Municipal, serviço de atendimento médico, odontológico e de assistência social. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001/1999)
   Parágrafo único. Os serviços referidos neste artigo são extensivos aos aposentados e aos pensionistas do Município, na forma da lei.

Art. 160. O município poderá instituir contribuições, cobradas de seus servidores, para custeio, em benefício destes, de sistema de previdência e assistência social.

CAPÍTULO III - ASSISTÊNCIA SOCIAL
Seção I - Disposições Gerais

Art. 161. O município prestará, em cooperação com a União e o Estado, Assistência Social a quem dela necessitar, visando, entre outros, os seguintes objetivos:
   I - proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;
   II - amparo aos carentes e desassistidos;
   III - promoção da integração ao mercado de trabalho;
   § 1º O município disporá de área local, para a prática de educação física e de lazer para o deficiente e o idoso.
   § 2º Os portadores de deficiências físicas e de limitação sensorial, assim como as pessoas idosas, terão prioridade para exercer o comércio eventual ou ambulante do Município.

Art. 162. O Prefeito, Vereador e Secretários Municipais, que a serviço do Poder Executivo e/ou Legislativo venham a sofrer acidente que cause invalidez permanente ou morte, perceberão, através de sua esposa ou companheira e filhos menores, uma pensão alimentícia adequada.
   § 1º Se o beneficiário for filho, até completar a maioridade;
   § 2º Se o beneficiário for esposa ou companheira, até convolar núpcias;
   § 3º Todo o cidadão investido no cargo de Prefeito, Vice-Prefeito, Secretário Municipal e Vereador terá assistência médica hospitalar gratuita ou ressarcidas as despesas, quando ocorrer acidente de trabalho, a serviço do município, fato devidamente comprovado, no exercício de seu mandato.

Art. 163. (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   § 1º (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   § 2º (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Seção II - Das Pessoas Portadoras de Deficiências

Art. 164. O Poder Público Municipal, em cooperação com a União e o Estado, desenvolverá programas de Prevenção e Controle das causas geradoras da excepcionalidade, ou procurará minimizar os seus efeitos, através de ações específicas e integradas, proporcionando incentivos fiscais a quem prestar efetiva contribuição.

Art. 165. É proibida qualquer forma de discriminação, em prejuízo de pessoa portadora de deficiência, no tocante a salário e critérios de admissão ao serviço público municipal, salvo quando a deficiência impossibilite o exercício da função.
   Parágrafo único. É reservado percentual de 2% (dois por cento) dos cargos e empregos públicos para pessoas portadoras de deficiência, a serem providos na forma da lei.

Art. 166. O Município, na forma da lei, em cooperação com a União e o Estado, integrar-se-á em programas de assistência e amparo às pessoas portadoras de deficiência física, mental ou sensorial. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   I - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   II - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   III - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   IV - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   V - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   VI - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   VII - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   VIII - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   § 1º (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
   § 2º (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

CAPÍTULO IV - DA SAÚDE

Art. 167. O Município desenvolverá política integrada com programas da União e do Estado, destinada a tornar efetivos os direitos à saúde individual e coletiva, assegurados pela Constituição Federal, atendidas as pecularidades locais.
   Parágrafo único. Será estimulada a participação da comunidade, por meio de organizações representativas e entidades associativas de prestação de saúde, visando a otimização dos recursos do Poder Público, face à necessidade de atendimento da população.

Art. 168. As ações a serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada do sistema único de saúde, ou de outro que venha a substituí-lo, no âmbito da região e do município.

Art. 169. Compete ao Município, em suplementação às ações Federal e Estadual:
   I - planejar, organizar, gerir, controlar e avaliar as ações e os serviços públicos de saúde;
   II - planejar, programar, organizar a rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde do Município, em articulação com a sua direção estadual;
   III - gerir, executar, controlar e avaliar as ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
   IV - executar serviço de:
      a) vigilância epidemiológica;
      b) vigilância sanitária;
      c) alimentação e nutrição;
      d) saneamento básico.
   V - executar a política de insumos e equipamentos para a saúde pública do Município;
   VI - fiscalizar as agressões ao meio ambiente que tenham representação e repercussão sobre a saúde humana e atuar junto aos órgãos estaduais e federais competentes para controlá-las;
   VII - articular-se com municípios vizinhos para o equacionamento de problemas de saúde comuns;
   VIII - celebrar convênios com profissionais autônomos e entidades prestadoras de serviços privados de saúde, dando preferência àqueles sem fins lucrativos, de acordo com a legislação específica;
   IX - autorizar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento, no que se refere ao compromisso das leis e normas sanitárias.

Art. 170. O Sistema Único de Saúde, no âmbito do município e região, será financiado, dentre outros, com recursos da União, do Estado e do Município.
   Parágrafo único. A transferência dos recursos financeiros ao Município destina-se ao custeio de serviços e investimentos na área da saúde, vedada a sua utilização para outras finalidades.

Art. 171. (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

CAPÍTULO V - DA HABITAÇÃO

Art. 172. O município promoverá, em consonância com sua política urbana, programas de habitação popular, destinados a melhorar as condições de moradia da população carente.
   § 1º A ação do município deverá orientar-se para:
      I - proporcionar o acesso, às famílias de baixa renda, a lotes de extensão mínima que possibilite a edificação de residência e cultivo de horta para o consumo familiar;
      II - estimular e assistir, tecnicamente, projetos comunitários e associativos de construção de habitação e serviços;
      III - urbanizar, regularizar e titular as áreas ocupadas por populações de baixa renda possíveis de urbanização.
   § 2º Na promoção de seus programas de habitação popular, o município deverá articular-se com órgãos regionais, estaduais e federais competentes e, quando couber, estimular a iniciativa privada a contribuir para aumentar a oferta de moradia adequada e compatível com a capacidade econômica da população.

CAPÍTULO VI - DO SANEAMENTO BÁSICO

Art. 173. O saneamento básico é serviço público essencial, como atividade preventiva das ações de saúde e do meio ambiente.
   § 1º O saneamento básico compreende a coleta, o tratamento e a destinação final de esgotos cloacais e do lixo, bem como a drenagem urbana.
   § 2º É dever do município, concorrentemente com o Estado e a União, a extensão progressiva do saneamento básico a toda a população urbana e rural, como condições básica de qualidade de vida, da proteção ambiental e do desenvolvimento social.
   § 3º A lei disporá sobre o controle, a fiscalização, o processamento, a destinação do lixo, dos resíduos urbanos, industriais, hospitalares e laboratoriais de pesquisa, de análises clínicas e assemelhados.

Art. 174. O município no que lhe couber, de forma integrada ao serviço unificado de saúde, formulará a política e o planejamento da execução das ações de pagamento básico, respeitadas as diretrizes estaduais e federais.
   § 1º O município poderá manter o seu sistema próprio de saneamento.
   § 2º Nos distritos industriais, os afluentes serão tratados e reciclados individualmente ou de forma integrada pelas empresas.
   § 3º O município implementará programas de execução permanente do sistema de tratamento de esgoto cloacal, visando o saneamento, a preservação dos recursos de águas que tenham suas nascentes nas proximidades do perímetro urbano.

CAPÍTULO VII - DO MEIO AMBIENTE

Art. 175. O meio ambiente é bem de uso comum do povo e a manutenção de seu equilíbrio é essencial à sadia qualidade de vida.
   § 1º A tutela do meio ambiente é exercida por todos os órgãos da administração municipal.
   § 2º Poderão ser criados por lei incentivos especiais, para a preservação das áreas de interesse ecológicos em propriedades privadas.

Art. 176. Lei disporá sobre a organização do Sistema Municipal de Proteção ao Meio Ambiente que terá, como atribuições, a elaboração, implantação, execução e controle da política ambiental do município.
   § 1º O causador da poluição ou dano ambiental será responsabilizado e deverá assumir e ressarcir o Município, se for o caso, todos os custos financeiros, imediatos ou futuros do saneamento do dano.
   § 2º O município poderá criar uma secretaria do meio ambiente, disciplinada por lei ordinária.

Art. 177. Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder Público Municipal e à coletividade, o dever de defendê-lo, preservá-lo e restaurá-los para as presentes e futuras gerações.
   § 1º Para assegurar efetividade a esse direito, o município poderá articular-se com os órgãos regionais, estaduais e federais competentes e ainda, quando for o caso, com outros municípios, objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   § 2º A instalação de qualquer atividade poluidora ou potencialmente poluidora, dependerá de prévio estudo técnico sobre o impacto ambiental.
   § 3º O município, na consecução desses objetivos, desenvolverá ao que lhe compete, ações permanentes de proteção, divulgação, restauração, conscientização e fiscalização do meio ambiente. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
      I - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
      II - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
      III - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
      IV - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
      V - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)
      VI - (Este inciso foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 178. O município promoverá e incentivará a produção de mudas de árvores de diversas variedades, destinadas ao reflorestamento, à produção de lenha e, de modo especial, de árvores nativas da região, destinadas, estas, em parte, ao plantio nas praças, áreas de escolas municipais, etc.

Art. 179. Os benefícios do Poder Público Municipal serão concedidos preferencialmente aos agricultores que não praticarem a queima de resíduos de colheitas, não desmatarem margens de nascente hídricas e atenderem aos demais preceitos da proteção ambiental.

Art. 180. O Poder Público Municipal poderá adquirir por compra ou desapropriação, áreas reflorestadas com matas nativas, destinada a estudos educacionais, ambientais e de preservação da fauna e da flora. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   Parágrafo único. A lei criará incentivos especiais para a preservação das áreas de interesse ecológico em propriedades privadas.

Art. 181. As empresas físicas e jurídicas, que atuarem no caso de indústrias, do comércio e de prestação de serviços, provocando poluição ambiental e, no prazo definido em lei, não eliminarem os efeitos poluidores, terão cassados ou não renovados os seus alvarás de licença.

Art. 182. O município, a curto prazo, através de convênios, viabilizará o tratamento ou industrialização do lixo urbano.

CAPÍTULO VIII - DA EDUCAÇÃO

Art. 183. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 184. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
   I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
   II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar, divulgar o pensamento, a arte e o saber;
   III - Pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
   IV - gratuidade de ensino público nos estabelecimentos municipais, vedada a cobrança de taxas ou contribuições de qualquer título;
   V - valorização de profissionais de ensino;
   VI - gestão democrática do ensino municipal;
   VII - garantia de padrão de qualidade.

Art. 185. O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direto público subjetivo.

Art. 186. É dever do município, concorrentemente com o Estado:
   I - garantir o ensino fundamental, público e obrigatório;
   II - promover meios para que, optativamente, seja oferecido horário integral aos alunos do ensino fundamental;
   III - proporcionar atendimento educacional aos superdotados;
   IV - incentivar a publicação de obras e pesquisa no campo da educação;
   V - recensear os educandos para o ensino fundamental, fazendo-lhes a chamada anualmente:
      a) transcorridos dez dias úteis do pedido de vaga, incorrerá em responsabilidade administrativa o Prefeito que não garantir ao interessado, devidamente matriculado, o acesso à escola fundamental;
      b) a comprovação do cumprimento do dever de freqüência obrigatória dos alunos do ensino fundamental será feita por meio de instrumentos apropriados e regulados pelo Conselho Municipal de Educação.
   Parágrafo único. O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público Municipal ou sua oferta irregular importa em responsabilidade de autoridade competente.

Art. 187. Será instituído por Lei o Sistema Municipal de Ensino.
   § 1º O Sistema Municipal de Ensino compreende a integração de órgãos educacionais, escolas e estabelecimentos congêneres, pertencentes à rede pública municipal, existente na área geográfica do Município sob princípios e normas comuns que lhes assegurem a necessária unidade.
   § 2º As escolas da rede privada do ensino fundamental e pré-escolar poderão optar em pertencer ao Sistema Municipal de Ensino.

Art. 188. Os recursos públicos do município serão destinados às escolas públicas municipais, podendo ser dirigidos às escolas comunitárias ou filantrópicas, definidas em lei, desde que:
   I - comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação;
   II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades.
   Parágrafo único. A Lei disciplinará os critérios e forma de concessão e de fiscalização, pela comunidade, das entidades mencionadas no "Caput", a fim de verificar o cumprimento dos requisitos dos Incisos I e II.

Art. 189. O Município aplicará, anualmente, nunca menos de 25% (vinte e cinco por cento), da receita resultante de impostos e das transferências recebidas do Estado e da União na manutenção e no desenvolvimento do ensino. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   § 1º O município complementará o ensino público municipal, com programas permanentes e gratuitos de material didático.
   § 2º Os programas suplementares de alimentação e de assistência à saúde serão mantidos com recursos financeiros constantes do percentual previsto no "Caput" deste artigo.

Art. 190. O Governo Municipal, anualmente, publicará relatório de execução financeira da despesa em educação, por fonte de recursos, discriminando os gastos mensais, enviando cópia do mesmo ao Conselho Municipal de Educação.

Art. 191. Os diretores das escolas públicas municipais serão designados pelo Prefeito Municipal. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   Parágrafo único. (Este parágrafo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 192. O plano municipal de educação plurianual será elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, juntamente com os conselhos escolares, devendo ser aprovado pelo Conselho Municipal de Educação.
   Parágrafo único. O plano municipal de educação deverá priorizar o atendimento ao ensino fundamental, ao pré-escolar e à erradicação do analfabetismo.

Art. 193. O ensino religioso, de matrícula facultativa, constará dos horários normais das escolas públicas municipais do ensino fundamental e médio.

Art. 194. Será estimulado o pluralismo de idiomas nas escolas, na medida que atende a uma demanda significativa de grupos interessados ou de origens étnicas diferentes.

Art. 195. O Município estimulará e desenvolverá programas sobre cooperativismo, sindicalismo, saúde, meio ambiente, educação para o trânsito e a tributação e agricultura.

Art. 196. É assegurado o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, independente do nível que atue, inclusive mediante a fixação de piso salarial.

Art. 197. É assegurado aos pais, professores, alunos e funcionários, organizarem-se em todos os estabelecimentos municipais de ensino, através de associações, grêmios e outras formas.

Art. 198. O município manterá um sistema de bibliotecas escolares na rede pública municipal.

CAPÍTULO IX - DA CULTURA

Art. 199. Constituem direitos culturais do cidadão:
   I - liberdade na criação e expressão artística;
   II - acesso à educação artística, ao desenvolvimento da criatividade, principalmente nos estabelecimentos de ensino municipais e nos espaços das associações de bairros;
   III - o amplo acesso a todas as formas de expressão cultural, das populares às eruditas e das regionais as universais;
   IV - o apoio e incentivo à produção, difusão e circulação dos bens culturais;
   V - o acesso ao patrimônio cultural do município, entendendo-se, como tal, o patrimônio natural, os bens de natureza material e imaterial, portadores de referências à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade alpestrense, incluindo-se entre estes bens:
      a) as formas de expressão;
      b) os modos de fazer, criar e viver;
      c) as criações artísticas, científicas e tecnológicas;
      d) as obras, objetos, monumentos naturais e paisagens, documentos, identificações e demais espaços públicos e privados, destinados às manifestações políticas, artísticas e culturais.

Art. 200. O Poder Público Municipal, com a colaboração da comunidade, do Estado e da União, protegerá o patrimônio cultural, por meio de inventários, registros, tombamentos, desapropriações e outras formas de preservação.
   § 1º os proprietários de bens de qualquer natureza, tombados pelo município, receberão incentivos para a sua preservação e conservação, conforme definidos em lei;
   § 2º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos na forma da lei.

Art. 201. O município proporcionará, em colaboração com o Estado e a União, o acesso as obras de arte, com exposição destes em locais públicos e incentivará a instalação e manutenção de bibliotecas na sede do município e dos distritos.

CAPÍTULO X - DO DESPORTO

Art. 202. O município fomentará e amparará o desporto, o lazer e a recreação, como direito de todos, mediante:
   I - a promoção prioritária dos desportos educacional e amdorista;
   II - a dotação de instalações esportivas e recreativas para as instituições escolares do município;
   III - o incentivo à pesquisa no campo da educação física, do desporto, do lazer e da recreação.

Art. 203. O município, dentro de suas limitações, deverá implantar parques de recreação e lazer à população de baixa renda.

Art. 204. É vedada ao município a subvenção de entidades desportivas profissionais.

CAPÍTULO XI - DO TURISMO

Art. 205. O município poderá instituir política municipal de turismo e definirá as diretrizes a observar nas ações políticas e privadas, com vista a promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico. (NR) (redação estabelecida pela Emenda nº 001, de 24.08.1993)
   § 1º Para o cumprimento do disposto neste artigo, cabe ao município, através de órgãos específicos, em ação conjunta com o estado e a União, promover:
      I - o inventário e a regulamentação do uso, ocupação dos bens naturais e culturais de interesse turístico;
      II - a infra-estrutura básica necessária à prática do turismo, apoiando e realizando os investimentos na produção, criação e qualificação dos empreendimentos, equipamentos e instalações ou serviços turísticos, através de linha de crédito especial e incentivos;
      III - implantação de ações que visem ao permanente controle de qualidade dos bens e serviços turísticos;
      IV - medidas específicas para o desenvolvimento dos recursos humanos para o setor;
      V - elaboração sistemática de pesquisa sobre oferta e demanda turística, com análise dos fatores de oscilação do mercado;
      VI - fomento ao intercâmbio interno e externo, visando ao fortalecimento do espírito de fraternidade e aumento do fluxo turístico.

Art. 206. Esta Lei Orgânica, aprovada e assinada pelos integrantes da Câmara Municipal, será por ela promulgada e entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

TÍTULO VI - ATO DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 1º O Prefeito e Vice-Prefeito, os Vereadores prestarão o compromisso de manter, defender e cumprir a Lei Orgânica, no ato e na data de sua promulgação.

Art. 2º (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 3º (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 4º (Este artigo foi revogado pela Emenda nº 001, de 24/08/1993)

Art. 5º num prazo de até dez anos, o município deverá adquirir uma área de terra de, no mínimo quinze hectares, para implantar uma reserva florestal.

Art. 6º A atual Mesa da Câmara concluirá seu mandato da data da promulgação desta Lei Orgânica.

Art. 7º Continua em vigor a legislação atual que disciplina o Código de Posturas, o Código Tributário, ora considerados como leis complementares.
   Parágrafo único. O município deverá promover a adaptação e modernização da legislação em vigor, com prioridade para o Regime Jurídico dos Servidores Municipais, o Plano Diretor e as respectivas leis que os completem.

Art. 8º O Município mandará imprimir a Lei Orgânica para distribuição nas escolas e entidades representativas da comunidade, gratuitamente, de modo que se faça a mais ampla divulgação do seu conteúdo, no prazo de seis meses.
Sala das Sessões da Câmara Municipal de Vereadores de Alpestre, aos 02 dias do mês de abril do ano de 1990.

Arnaldo Lorenzetti - Presidente
Volmir Pilatti - Vice-Presidente
Vilson Luiz Bettio - 1º Secretário

Danilo Antônio Carnetti - 2º Secretário

Atílio Kunczkoski - Vereador

Pedro Irio Serafini - Vereador

Ari Meneghini - Vereador

Osmar Basso - Vereador

Jaime Schwantes - Vereador

COMISSÃO ESPECIAL PARA ELABORAÇÃO DA LEI ORGÂNICA MUNICIPAL

ATÍLIO KUCZKOWSKI - Presidente

ARI MENEGHINI - Vice-Presidente

OSMAR BASSO - Relator

PEDRO IRIO SERAFINI - Relator Adjunto

DANILO ANTONIO CARNETTI - Membro da Comissão

JAIME SCHUANTES - Membro Suplente da Comissão
VILSON LUIS BETTIO - Membro Suplente da Comissão
VOLMIR PILATTI - Membro Suplente da Comissão

ARNALDO ARMELINDO LORENZETTI - Presidente da Câmara Municipal

ASSESSORES JURÍDICOS
Dr. Antonio Luis Pinheiro
Dr. Paulo Bureseska
Dr. Clóvis Egger

AUXILIARES
José Witkoski - Diretor Exp. da Câmara Municipal.
Martinho Schutcoski - Secr. da Comissão Especial.
Eloni Zancoski - Datilógrafa
Irne Floreck – Datilógrafa

Nota: (Este texto não substitui o original)








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